Adolescência, Adulto e Terceira Idade


DST

O QUE É

É um grupo de doenças contraídas por meio do ato sexual, sem proteção (camisinha), onde há troca de fluídos dos órgãos genitais. Elas podem ser de origem viral, bacteriana ou por parasitas.

Entre as mais comuns estão a Aids, sífilis, gonorreia, herpes, HPV e clamídia. Elas são associadas a frequente troca de parceiros, mas casais sadios também podem apresentar DST’s como a candidíase.

Consideradas um problema de saúde pública e com tratamento complexo, essas doenças podem gerar graves complicações como esterilidade, aborto, deficiência física e mental.

DIAGNÓSTICO

Para identificar a presença de bactérias, vírus ou parasitas são feitos exames de sangue que podem ser repetidos para a confirmação do diagnóstico. A avaliação médica para identificação de alguns sintomas também pode indicar a presença desses agentes.

FATORES DE RISCO

O maior fator de risco é o contato sexual promíscuo sem proteção, que é caracterizado por pessoas que tiveram mais que quatro parceiros no último ano e não fizeram uso de preservativo.

Gestantes contaminadas também oferecem risco de transmitir a doença ao feto. Para algumas delas, como a AIDS, é possível receber um coquetel que inibe o contágio do feto com o vírus, além de passar pelo parto cesariana para evitar o contato com o sangue contaminado.

PREVENÇÃO

A forma mais eficaz e segura de prevenção contra as DST’s é o uso do preservativo. Existe no mercado modelos femininos e masculinos que, se utilizados de forma correta e durante todo o ato sexual, podem assegurar a não-contaminação. Para quem acredita ter contraído o vírus, também é possível consumir um coquetel em até 72 horas após a exposição.

É importante lembrar que 97% dos jovens afirmam conhecer o uso do preservativo na prevenção da AIDS e das outras DST’s, segundo o Ministério da Saúde, mas apenas 61% deles usaram a proteção na primeira relação sexual, ficando exposto a todos os vírus, bactérias e parasitas. Outros métodos utilizados para evitar a gestação indesejada como a pílula anticoncepcional não são eficazes para prevenção de doenças.

Algumas doenças também podem ser prevenidas através de vacinas, como o HPV, que é responsável por grande parte das verrugas genitais e o câncer do colo do útero. Neste caso, para maior eficiência a vacinação deve ocorrer em meninas ainda jovens, que não iniciaram a vida sexual.

SINTOMAS

As DST’s podem apresentar sintomas diferentes por sua grande variedade de atores patológicos. Veja os sintomas que podem caracterizar algumas delas:

Gonorreia, clamídia e tricomoníase: corrimento (branco, cinza ou amarelado), coceira, dor ao urinar, dor durante o ato sexual e odor forte.

Gonorreia, clamídia, tricomoníase, micoplasma e ureoplasma: corrimento (amarelado ou claro), odor forte, coceira e dor ao urinar.

Sífilis, cancro mole, herpes genital, donovanose, linfogranuloma venéreo: feridas na região genital que podem causar dor, bolhas e às vezes ínguas na virilha.

Gonorreia, clamídia e infecção por outras bactérias: dor abaixo do ventre e durante a relação sexual.

HPV: verrugas genitais.

TRATAMENTO

Pela diversidade de doenças e sintomas, os tratamentos são muitos diversificados. Alguns são apenas de controle e não possuem cura.

Em geral, as indicações médicas são de antibióticos ingeridos via oral e exames para acompanhamento da evolução da doença.

PERGUNTAS FREQUENTES

Tive poucos parceiros no último ano. Corro algum risco de ter contraído alguma DST?

A contaminação por DST’s não está ligada apenas a quantidade de parceiros, mas à utilização de preservativos durante o ato sexual. Porém, leva-se em conta que quanto mais parceiros sexuais, maiores são as chances de ter alguma relação sem proteção.

Existe vacina para a prevenção das DST’s?

Para a maioria o melhor método ainda é o uso de preservativos, mas algumas DST’s já contam com vacinas que aumentam a proteção, como a do HPV. Ela está disponível no sistema público de saúde para jovens de 9 a 13 anos e para uma maior eficiência na proteção deve ser aplicada antes do início da vida sexual.

Posso usar a pílula anticoncepcional como método de prevenção?

A pílula anticoncepcional é preventiva apenas no sentido da gestação. Ela evita que o espermatozoide fecunde o óvulo e não apresenta eficácia nenhuma contra qualquer DST.

Deixei de usar camisinha durante o sexo apenas uma vez. Corro algum risco?

Sim. Caso o seu parceiro (a) esteja infectado por alguma DST é necessário apenas uma única relação sem proteção para contrair a doença.

DST tem cura?

Pela grande variedade de agentes contaminadores, os tratamentos são muitos diversificados. Alguns podem ser tratados com penicilina e outros antibióticos, mas DST’s como a AIDS e o HPV não têm cura e são apenas controláveis com medicação e acompanhamento médico.

Sexo oral apresenta menor risco de contaminação do que sexo com penetração?

Cada doença tem um risco diferente de contaminação, mas todas podem ser transmitidas pelas mucosas, seja na área genital ou na boca. A única forma de reduzir os riscos é pelo uso de preservativo.

Como posso saber se estou com uma DST?

Os sintomas de algumas DST’s podem levar semanas e até anos para começarem a aparecer no organismo. A melhor forma de descobrir e confirmar o diagnóstico é consultar um médico após a prática de sexo sem proteção. Isso garante um tratamento com maiores chances de sucesso.