Vida Adulta e Terceira Idade


Incontinência Urinária

O QUE É

A insuficiência cardíaca pode afetar um ou ambos os lados do coração e acontece quando o órgão não consegue mais bombear sangue para as outras partes do corpo. Há dois tipos: a sistólica (quando o coração não consegue bombear ou ejetar o sangue para fora adequadamente) ou diastólica (quando os músculos do coração ficam rígidos e não se enchem de sangue facilmente).

Pessoas com mais de 65 anos de idade são as mais afetadas pela insuficiência cardíaca, com 80% dos casos. Isso acontece porque na maioria das vezes a doença se relaciona com outros problemas cardíacos, além de hipertensão e doenças metabólicas.

A doença pode ser considerada um problema de saúde crônico de longo prazo, mas, às vezes, pode surgir repentinamente. Em alguns casos, pode afetar apenas um lado do coração, entretanto, com o tempo, o órgão acaba sendo afetado de qualquer maneira.

Se o coração não bombear corretamente, o sangue pode retornar para outras áreas do corpo, como pulmões, fígado e trato gastrointestinal, além de pernas e braços (insuficiência cardíaca congestiva).

SINTOMAS

Geralmente, os sinais da insuficiência cardíaca começam devagar e aleatórios. Mas, com o passar do tempo, falta de diagnóstico e tratamento corretos, os sinais começam a ficar mais evidentes e o paciente nota com mais facilidade as dificuldades para respirar.

Veja alguns sintomas:

• Diminuição da concentração

• Palpitações

• Fadiga, fraqueza e desmaios

• Náuseas e vômitos

• Pulso irregular ou rápido

• Falta de ar

• Tosse

• Perda de apetite

• Inchaço nos tornozelos e no abdômen

FATORES DE RISCO

São diversos os fatores de risco que podem levar o paciente a ter insuficiência cardíaca:

• Arritmia Cardíaca

• Diabetes

• Histórico de infarto

• Consumo de álcool

• Hipertensão

• Doença Arterial

PREVENÇÃO

Assim como as demais doenças do coração, a prevenção da insuficiência cardíaca acontece por meio da adoção de um estilo de vida saudável, com a prática regular de atividade física, alimentação balanceada, não fumar e evitar o estresse.

É preciso também adotar o hábito de visitar um cardiologista anualmente. Com essa regularidade, é possível avaliar a pressão arterial e identificar a presença de fatores de risco que possam desencadear ao desenvolvimento da doença.

TRATAMENTO

O tratamento depende das condições clínicas de cada paciente e da gravidade da doença. Em geral, a pessoa pode ser submetida à cirurgia de ponte de safena, receber um marcapasso ou ser orientada a usar continuamente medicamentos. Em casos terminais, apenas o transplante de coração é indicado.

Cirurgia de ponta de safena: o procedimento é delicado e dura em média cinco horas. O paciente passa por anestesia geral e conta com o auxílio de um tubo na traqueia, para facilitar a respiração durante a cirurgia. O indivíduo recebe um corte no tórax, que permite acesso às artérias do coração para que o médico possa fazer as pontes.

Implante de marcapasso: método também usado para casos de arritmia cardíaca, o implante de marcapasso é feito por dois tipos de cirurgias. A mais comum é a cirurgia endocárdia, que introduz os eletrodos do marcapasso por meio das veias que chegam ao coração. A outra, mais usada em crianças, chama-se cirurgia epicárdica. Neste caso, os eletrodos são implantados no músculo cardíaco.

O objetivo é que o marcapasso regule os batimentos do coração por meio do estímulo elétrico do aparelho.

Nutrição

Para quem sofre de insuficiência cardíaca, é essencial o consumo de alimentos que tenham baixo teor de sódio e com pouco ou sem sal. Também é muito importante evitar alimentos enlatados e congelados. Prefira os feitos no vapor, grelhados, assados ou cozidos.

Atividades físicas

Caminhar e andar de bicicleta são boas opções. Mas lembre-se que antes de se propor a fazer exercício físico, é necessário passar por uma avaliação médica.

Além de proporcionar mais disposição e bem-estar, as atividades físicas ajudam a perder peso.

Depois de se exercitar, descanse. Se puder, mantenha os pés elevados. Isso ajuda a reduzir o inchaço nas pernas.

Apoio familiar

O apoio das pessoas que amamos é fundamental em qualquer situação da vida. Se tratando de saúde, ainda mais, pois o paciente inevitavelmente fica mais sensível. Por isso, entender as limitações da pessoa é fundamental e ajuda também na autoestima para a recuperação do problema.

Doenças Associadas

Outros problemas de saúde podem estar relacionados à insuficiência cardíaca:

Arritmia cardíaca: é uma alteração no batimento do coração. Se ele bater muito rápido, é chamado de taquicardia. Se for muito lento, o nome dado ao tipo de arritmia é bradicardia. A arritmia pode fazer com que o coração não consiga bombear sangue suficiente para cumprir as necessidades do corpo. Uma arritmia grave pode causar um infarto e levar o paciente ao óbito.

Edema pulmonar: em decorrência da insuficiência cardíaca, o paciente pode desenvolver um edema pulmonar. Ele acontece porque a pressão nas veias pulmonares aumenta, e, conforme a pressão nos vasos sanguíneos cresce, o líquido vai para os espaços do pulmão e interrompe o fluxo normal de oxigênio

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da insuficiência cardíaca é baseado na avaliação clínica do paciente, junto com os resultados de exames como ecocardiograma, raio-X do tórax e ressonância magnética do coração.

Saiba mais sobre os exames:

Angiotomografia coronariana: identifica a presença de placas de gordura e variações anatômicas.

Cineangiocoronariografia: identifica a presença de placas de gordura.

Ecocardiograma: também conhecido como EcoDopplercardiograma, é uma ultrassonografia que mostra imagens do coração. O objetivo é verificar a estrutura e o funcionamento do órgão. Com o resultado, o médico consegue fazer a avaliação do fluxo sanguíneo. O procedimento não exige nenhum tipo de preparo do paciente.

Ecocardiograma bidimensional: avalia o músculo cardíaco, a função do coração e as válvulas cardíacas.

Raio-X do tórax: procedimento é simples e o resultado serve para mostrar as condições dos órgãos internos, como coração, pulmão e ossos.

Ressonância magnética do coração: o exame é mais sofisticado, e mostra por meio das imagens como estão os músculos do coração.

PERGUNTAS FREQUENTES

Insuficiência cardíaca é uma doença de idosos?

Não. A doença atinge principalmente este público, mas não é regra. Pessoas de todas as idades podem sofrer de insuficiência cardíaca. Tudo depende do histórico clínico e da incidência dos fatores de risco.

O que a insuficiência cardíaca faz com o paciente?

A doença prejudica o bombeamento do sangue para os outros órgãos, comprometendo assim o melhor desempenho de todo o organismo.

Tenho insuficiência cardíaca, posso praticar atividade física?

A recomendação é que o paciente não deixe as atividades físicas de lado, mas que escolha exercícios leves e moderados, como a caminhada. Cada paciente tem um histórico clínico diferente. Neste caso é essencial que o médico faça as recomendações necessárias sobre a prática das atividades.

A insuficiência cardíaca pode levar o paciente à morte?

Sim. Tudo depende da gravidade da doença e forma como ela é tratada. Ao ser diagnosticado com insuficiência cardíaca, é preciso cumprir a todas as orientações médicas.

Insuficiência cardíaca é uma doença grave?

Sim, e merece toda a atenção e cuidados do paciente para evitar outros problemas cardiovasculares, como a arritmia cardíaca.

Como o tratamento da insuficiência cardíaca impacta a qualidade de vida do paciente?

O paciente que sofre de insuficiência cardíaca precisa readequar a sua rotina devido o tratamento, mas nada que seja tão impactante. Pacientes de insuficiência cardíaca podem manter uma vida normal, como trabalhar, estudar e praticar atividades físicas.

Como o sono pode influenciar para pacientes de insuficiência cardíaca?

Distúrbios do sono como roncos, chutes involuntários e noites mal dormidas, devem ser levados ao médico, pois são sintomas associados à insuficiência cardíaca.

Posso fazer o tratamento da insuficiência cardíaca apenas com medicamentos?

O tratamento da insuficiência cardíaca é composto por diversas etapas. Além da medicação indicada de acordo com cada paciente, mudanças nos hábitos do dia a dia são fundamentais para o sucesso de tratamento e qualidade de vida do paciente.