Os avanços no tratamento do câncer
Biópsia líquida, drogas alvo-moleculares, imunoterapias, terapias-alvo e terapias gênicas têm introduzido uma nova forma de tratar a doença
Da Redação - Publicado: 22/08/2017 - Atualizado: 21/11/2017

A Medicina Personalizada introduziu uma nova estratégia para ‘atacar’ o câncer. Através das drogas alvo-moleculares, imunoterapias, terapias-alvo e terapias gênicas os medicamentos passaram a atuar localmente. As vantagens são tratamentos mais eficazes mesmo para tumores em estadio avançado, menor toxicidade, efeitos colaterais mínimos, maiores chances de cura e sobrevida com qualidade.

Um dos cânceres mais agressivos, o tumor de ovário, tem apresentado significativo aumento de sobrevida com tratamentos direcionados, muitas vezes sem cirurgia. Segundo o oncologista João Paulo Lima, “investigando-se o DNA do tumor, a história familiar e outros problemas que as pacientes apresentam é possível classificá-las em diferentes grupos e indicar o melhor tratamento”. “A Medicina Personalizada tem permitido a muitas mulheres diagnosticadas com câncer de ovário levar uma vida normal, com a doença ‘quieta’”, afirmou.

Além do câncer de ovário, o melanoma e os tumores de próstata e pulmão também tiveram avanços no tratamento. Para o oncologista do Hospital do Câncer de Barretos, Pedro De Marchi, “pesquisar as mutações de um tumor e ter acesso a medicações específicas faz toda a diferença no resultado do tratamento”. Ele lembrou que, infelizmente, o tratamento disponível hoje no SUS para o tratamento de câncer de pulmão é o mesmo que se oferecia em 2002.

Já para o câncer de próstata, seja a doença inicial ou metastática, o tratamento padrão hoje, de acordo com o oncologista Igor Morbeck, é a terapia alvo-específica. No entanto, ainda há desproporção entre as abordagens aplicadas em diferentes pacientes. “É importante saber identificar melhor os casos que devem ser somente observados e os que devem ser tratados. Essa desproporção acaba resultando em pacientes com efeitos colaterais que poderiam ter sido evitados e outros que pecaram pela falta de tratamento”, afirmou o urologista Lucas Nogueira.

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